sábado, 24 de maio de 2014

A escolha do orientador: a saga

Foi um pouco demorado mas hoje posso dizer que tenho um orientador. Por coincidência, ou não, acabei escolhendo um japonês para ser meu orientador: Yuki Mukai. Parece um bibelot. Mas já tem dois Pós-doc. Já tive boas experiências com orientais antes. Minha primeira conversa com ele foi bem engraçada. Vi aquele homem magro, de aparência frágil. Mas quando ele abriu aquele tablet dele e eu vi todos os sublinhados e pontos de interrogação, a cadeira começou a ficar pequena. Fiquei bem assustada com o rigor dele, mas depois de refletir bastante vi que precisava de alguém com a seriedade dele para poder me focar na minha pesquisa.Um dos aspectos muito positivos é que ele não tentou, em momento algum, tentar mudar a minha pesquisa. Isso me chamou bastante a atenção.
Outra coisa boa foi converser com colegas para pegar opiniões. Arleane me ajudou bastante ao me perguntar que tipo de perfil eu tinha: se gostava de ficar mais livre ou de alguém para me acompanhar. Também me alertou para o fato de que professores "estrelas" são bem mais impacientes e esperam que você já saiba de tudo. Queria alguém para poder me ajudar a construir minha pesquisa.E sei que tenho a tendência para me dispersar muito.Preciso de datas, limites.
Já tava me sentindo orfã : todo mundo tinha orientador,menos eu. E depois de conversar e conversar, fiquei com medo de ser escolhida. Algumas outras coisas aconteceram que me mostraram que fiz a escolha correta. Espero que possa ser uma parceria muito proveitosa.

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